Não tinha menos dinheiro que os adversários. Não tinha menos propostas. Não tinha menos vontade.
Tinha menos atenção.
Terminou a eleição com 54% dos votos.
O que mudou no meio do caminho não foi a agenda dele. Foi o que cada mensagem ativava na cabeça de quem ouvia.
Todo candidato que eu atendo chega dizendo alguma versão da mesma frase:
"Preciso aparecer mais."
Aí vem o esforço. Mais post. Mais vídeo. Mais rua. Mais santinho. Mais live. A campanha inteira em operação, todo mundo cansado — e a pesquisa parada no mesmo lugar.
Porque o eleitor não está te ignorando por falta de informação.
Ele está te ignorando porque a mensagem chega na cabeça dele sem crachá. Sem contexto. Sem nenhum motivo pra ser levada a sério antes de ser lida.
E o cérebro humano descarta o que não tem crachá em menos tempo do que você leva pra terminar uma frase.
Volume não resolve isso. Volume só faz você ser ignorado com mais frequência.
Naquela campanha de 3%, a gente não aumentou nada. A gente trocou o mecanismo de cada mensagem.
A mesma proposta de saúde deixou de ser uma promessa e virou um compromisso público com data.
O apoio que estava guardado virou aval declarado de quem a cidade respeita.
O discurso de dez minutos virou uma frase que qualquer eleitor conseguia repetir no portão de casa.
A história de origem, que ninguém conhecia, virou o primeiro minuto de toda aparição.
Nada disso é truque. É a ordem certa. É saber qual porta da cabeça do eleitor abre primeiro — e bater nela antes de tentar entregar qualquer coisa.
Não foi mágica. Foi engenharia de percepção aplicada mensagem por mensagem.
O eleitor não escolhe candidato lendo plano de governo.
Ele sente primeiro — confiança, pertencimento, medo de perder, orgulho, dívida moral — e só depois vai atrás de uma razão pra justificar o que já decidiu.
Gatilhos mentais são exatamente esses atalhos. Eles não estão no seu material. Estão na cabeça de quem vota. Você não cria nenhum deles: você aprende a reconhecer quais já estão ativos no seu território e passa a falar por dentro deles.
Quem faz isso não precisa gritar. Precisa acertar a porta.
{{ g.desc }}
Gatilho é a porta. Narrativa é o que você diz depois de entrar. Cada uma das 16 é destrinchada em campanhas reais de Obama, Trump, Lula e Bolsonaro: o que foi dito, por que funcionou e como adaptar para uma disputa municipal com a sua verba.
Esperança e pertencimento: como uma narrativa transforma eleitor em voluntário.
Ruptura e inimigo comum: por que a mensagem simples atropelou a mensagem correta.
Origem e identificação: a história pessoal como prova de que ele entende a sua vida.
Símbolo e canal direto: campanha sem estrutura vencendo campanha com estrutura.
Cada técnica vem com o fundamento que a sustenta, explicado em linguagem de campanha e não de laboratório.
O que o cérebro decide antes da razão entrar — e onde a sua peça está perdendo o eleitor.
Como saber em que degrau de necessidade cada bairro está — e falar no degrau certo.
Ancoragem, aversão à perda e prova social: os atalhos que já estão ligados na cabeça dele.
Você não fecha o e-book com teoria. Fecha com material pronto para entrar na produção da campanha.
{{ t.desc }}
O problema não é você. É que ninguém te ensinou por onde a decisão do voto realmente passa.
Isso se aprende. E dá pra aprender esta semana.
"Conte foi essencial em minha campanha que saímos de 3% para 54%. Na direção das mensagens, na comunicação, ele foi fundamental na minha vitória."
{{ atual.texto }}
A propaganda eleitoral começa em 16 de agosto. O primeiro turno é em 4 de outubro.
O que você escreve nas próximas semanas é o que o eleitor vai levar pra urna. Depois disso, não tem correção de rota — tem resultado.
Menos do que você gasta em um dia de impulsionamento. Vale para a campanha inteira.
Eu não acredito que ganha quem fala mais alto.
Ganha quem fala na hora em que a cabeça do eleitor está aberta — e diz a única coisa que aquela porta aceita ouvir.
Vi candidato com estrutura enorme perder pra vereador de bicicleta que entendia isso. Vi campanha bem financiada ser atropelada por uma frase bem colocada. Em 18 anos e mais de 200 eleitos, o padrão nunca mudou: percepção vence orçamento.
Persuasão política não é manipular ninguém. É respeitar como a mente humana decide e parar de tentar convencer contra a natureza dela.
Quem entende isso não precisa de mais verba. Precisa de mais precisão.
Antes de comprar, faça um teste de graça.
Pegue a última mensagem que você publicou. Leia em voz alta e pergunte: qual dos 14 gatilhos está ativo aí?
Se você não souber responder, o eleitor também não soube sentir.
E é exatamente isso que o e-book conserta.
Ver as duas opções →{{ f.resposta }}
Comecei em campanha na infância, ao lado do meu pai. Fui líder estudantil na adolescência e entrei na imprensa aos 20 — rádio, TV, redação de jornal diário, edição de revista.
Desde 2008 trabalho exclusivamente com comunicação política. Criei o método Seja Eleito em 2014. De lá pra cá, mais de 200 candidatos eleitos em todas as regiões do Brasil.
Membro da Abcop e da Politicom.